Alfredo Augusto Varela de Vilares

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Alfredo Augusto Varela de Vilares

Alfredo Augusto Varela de Vilares nasceu em Jaguarão (RS) no dia 16 de setembro de 1864, filho de Manuel Rodrigues Vilares e de Rosita Emília Dutra Varela de Vilares. Fez os estudos primários na Escola do Professor Teotônio Pereira de Melo, em Jaguarão (RS), e o curso secundário em Porto Alegre, na Escola de Guerra e no Instituto Brasileiro, a partir de 1881.

Depois, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, da qual se transferiu para a de Recife em 1886, formando-se bacharel em 1889. De volta a Porto Alegre, em 1890 foi nomeado procurador geral da República no Rio Grande do Sul, cargo que ocuparia por três anos, e tornou-se diretor de A Federação, órgão do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), agremiação a que pertencia. Em 1891, quando abandou a direção do jornal, trabalhou na fundação de seu próprio periódico, concretizada em 1892 com o lançamento da Folha Nova em Porto Alegre.

Em 1900, foi eleito e empossado deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Ao lado das atividades parlamentares, continuou sua carreia de advogado e jornalista e, a partir de 1902, tornou-se professor da Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro.

Em 1903 foi reeleito deputado federal e passou a dirigir o jornal Diário da Tarde, na cidade de Curitiba. Em 1904 obteve o grau de doutor em direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e tornou-se diretor do Comércio do Brasil, de 1904 a 1905.

Em 1906, ao fim da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados. Ingressou no Itamarati e foi sucessivamente cônsul do Brasil na Espanha, em 1908; no Japão, 1910; em Portugal, 1914; e na Itália, 1914. Aposentou-se na carreira diplomática em 1914. Foi também membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, coronel honorário do Exército e colaborador do jornal Gazeta Mercantil. Faleceu no Rio de Janeiro em 27 de julho de 1943.
Era casado com Josefina Barreto Pereira Filho.

Publicou Homenagem do Clube Republicano Rio-Grandense (1887); O Dr. Demétrio Ribeiro – A verdade sobre esse homem político (1890); A Constituição Rio-Grandense: em defesa da mesma (1896); Descrição geográfica, histórica e econômica (1897); Pátria – Livro da mocidade (1900); Direito constitucional brasileiro: reforma das instituições nacionais (1902); Germano Hasslocher: última encarnação do Rocambole (1907); Revoluções cisplatinas (A Revolução Rio-Grandense) (1915); Duas grandes intrigas: história da América Austral (1919); Remembranças: tempos idos e vividos (1920); O idealismo farrapo – Tempos idos e vividos e discursos parlamentares (1935); Cel. Joaquim Pedro Salgado (1942); Índice alfabético e remissivo da “História da Grande Revolução” (1955).

Obras Disponíveis

RES AVÍTA

HISTÓRIA DA GRANDE REVOLUÇÃO

Raimundo Helio Lopes/ Izabel Noll

 

Fonte: FGV

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